quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Bancários começam greve por tempo indeterminado no Maranhão

Categoria reivindica reajuste salarial e maior participação nos lucros. Paralisação por tempo indeterminado foi definida na última quinta-feira (1º).

 

Do G1 MA


Os bancários do Maranhão iniciaram nesta terça-feira (6) a greve da categoria com uma mobilização na Praça Deodoro, Centro da capital maranhense. Eles reivindicam reajuste salarial e maior participação nos lucros das instituições.A paralisação por tempo indeterminado foi definida na última quinta-feira (1º), em assembleia geral organizada pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão (Seeb-MA) nas cidades de São Luís, Caxias e Imperatriz.

Em São Luís, o expediente bancário foi iniciado com poucos funcionários no interior das agências. Somente o acesso aos terminais de autoatendimento foi liberado para clientes.

De acordo com o Seeb-MA, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – foi rebaixada para 6,5%, o que é considerado abaixo do índice de inflação do período estipulada em 9,31% pela categoria. Além do Seeb-MA, sindicatos do Rio Grande do Norte e de Bauru reivindicam juntos reajuste de 28,33%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 25% do lucro líquido linear, isonomia e a reposição das perdas salariais acumuladas.

Segundo o Seeb-MA, em rodada de negociação realizada no dia 29 de agosto, em São Paulo, a Fenaban apresentou a proposta rebaixada, com o reajuste, o salário de ingresso de caixa e tesoureiro passaria de R$ 1.802,48 para R$ 1.919,64 e o auxílio-refeição de R$ 29,64 para R$ 31,57, segundo o sindicato.

Quanto ao programa de PLR, os bancos ofereceram 54% do salário reajustado em setembro de 2016, acrescido do valor fixo de R$ 1.291,92, limitado a R$ 6.930,54 e ao teto de 12,8% do lucro líquido apurado no primeiro semestre. A parcela adicional da PLR corresponderia à divisão linear equivalente a 2,2% do lucro líquido apurado no primeiro semestre pelo número total de empregados, limitado a R$ 2.153,21.

Ao G1 MA, a Fenaban informou que a proposta ‘integra, para a maior parte dos bancários, aumento da remuneração que supera a inflação. Isso porque ela envolve, além dos 6,5% de reajuste salarial, um abono de R$ 3 mil reais. Somando ambos, para algumas faixas salariais o aumento chega a 15%’.
A federação acrescenta que ‘além disso, a proposta inclui participação os lucros e aumento no vale alimentação (que passará a R$ 523,48 mensais) e no vale refeição (que alcançará R$ 694,54 mensais). Estes e outros benefícios pagos aos bancários estão entre os mais altos do mercado’.


No Maranhão, ao todo são 5,1 mil bancários e 360 agências.



Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.


Greve passada
A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro de 2015, com duração de 21 dias. À época, a maioria da categoria aceitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 10%, aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.


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